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Leishmaniose – Como proteger seu pet

O que é a doença Leishmaniose?

A leishmaniose, apesar de pouco conhecida nas grandes cidades, é uma doença infecciosa causada por um parasita por meio da picada do mosquito palha. Ela é mais comum em climas tropicais e cidades litorâneas. 

Existem dois principais tipos da doença: a leishmaniose visceral e a leishmaniose cutânea.

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é a forma mais aguda da doença. Ela afeta, principalmente, os órgãos das vísceras, como o baço, o fígado e a medula óssea.

Já a leishmaniose cutânea ou tegumentar, é mais leve e em alguns casos pode até se curar de forma espontânea. Ela costuma causar feridas avermelhadas na pele, que podem evoluir para feridas nas mucosas, como a boca e o nariz. 

Essa doença afeta principalmente cachorros, mas também pode ser transmitida para gatos e  humanos através da picada do mosquito palha.

Vale ressaltar que é uma enfermidade vetorial, portanto é transmitida somente pela picada do mosquito, não havendo transmissão ou contágio do cão para o homem ou vice-versa.

Quais são os sintomas da leishmaniose?

Tanto em cães quanto em gatos, a leishmaniose apresenta sintomas variáveis. Existem animais que sequer apresentam indícios da doença durante anos, enquanto outros possuem diversos sintomas comuns a outras doenças. 

Dentre os sintomas mais comuns, podemos citar:

Leishmaniose Visceral –  O parasita pode prejudicar diversos órgãos internos, assim cada lugar afetado apresentará uma consequência correspondente.

  • Febre
  • Sangramento nas fezes
  • Perda de peso
  • Manchas na pele
  • Desidratação 
  • Problemas oculares
  • nódulos dérmicos, predominante na cabeça e nas patas

Leishmaniose tegumentar – Aqui os sintomas são mais brandos e não afetam os órgãos internos, mas podem ser percebidos por pequenas mudanças na pele do animal.

  • O principal sintoma é um pequeno caroço ou feridas avermelhadas no local da picada

Como ocorre e como impedir a transmissão da doença?

A forma mais comum de transmissão da leishmaniose é através da picada do mosquito palha já infectado. Porém a doença também pode ser propagada através da transfusão sanguínea e sêmen de cães infectados, contaminando as fêmeas e seus filhotes. 

Segundo o Centro Regional de Medicina Veterinária, as ações mais eficientes para a prevenção são:

  • Uso de coleiras repelentes;
  • Barreiras físicas, como o revestimento de janelas e portas com redes e telas.
  • Exames periódicos e consultas regulares com o veterinário para identificar a doença com maior agilidade.  
  • Castração de animais infectados;
  • Vacinação contra leishmaniose visceral;
  • Evitar o contato de animais infectados com outros pets;

Além disso, é de suma importância investir em estratégias para conter o desenvolvimento do transmissor. Ou seja, o mosquito palha se reproduz em matéria orgânica, como restos de folhas e frutas no chão, fezes, entre outras. 

Por isso, não deixar acumular esse tipo de material e higienizar corretamente os ambientes é essencial para evitar a reprodução do transmissor da doença.

Vacina de Leishmaniose Visceral

A vacina contra leishmaniose não é obrigatória, mas é indicada pelos veterinários dependendo do estilo de vida do pet. Um cãozinho que vive no litoral ou costuma frequentar praias, será mais propício a ser vacinado, por exemplo. 

deve ser aplicada a partir de 4 meses de idade em animais saudáveis, feito com 3 doses e intervalo de 21 dias entre cada aplicação, com reforço anual. 

Qual o melhor tratamento para leishmaniose? 

O tratamento da leishmaniose pode variar de acordo com a forma apresentada, mas vale ressaltar que não existe nenhum método ou medicação 100% eficaz contra a doença.

A leishmaniose possui apenas cura parcial, ou melhor dizendo, o parasita continua vivendo no animal, porém mas com os cuidados e medicações certas, ele não apresentará lesões ou sinais de estar doente e também deixa de ser fonte de transmissão.

O tratamento recente, que surgiu apenas em 2016, é feito com um medicamento chamado Milteforan ou miltefosina, que diminui a carga parasitária no sangue do pet em cerca de 97% a 99%. 

Porém, o tratamento ainda é muito caro por ser importado e também muito agressivo, podendo causar reações adversas no animal. Por isso é muito importante ter acompanhamento veterinário durante todo o processo, com exames de sangue periódicos para saber como está a evolução da doença e do tratamento.

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